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domingo, 23 de outubro de 2016


"Ao contrário do que se diz a maioria do desemprego não é em termos absolutos nos jovens mas nos mais velhos, e agora atinge perigosamente os de 40 e 45 anos, que não podem ir para a reforma nem conseguem voltar ao mercado de trabalho. Há 3 anos publiquei um livro onde afirmava que estava em curso uma "eugenização do mercado laboral" - primeiro saem os de 55 anos, agora empurram os de 40, para colocar no lugar os de 25 por metade do preço. Os dados actuais confirmam da forma mais dura este prognóstico." Raquel Varela

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sábado, 1 de outubro de 2016

Estudo da Pordata traça retrato pouco animador da terceira idade em Portugal.

Fonte: Correio da Manhã



A pensão mínima de velhice é hoje apenas mais três euros do que há 40 anos, descontando a inflação, sendo Portugal o terceiro país da União Europeia com mais idosos a viverem sozinhos. 

Os números traçam um retrato da população mais velha em Portugal, feito pelo portal estatístico Pordata, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a propósito do Dia Internacional do Idoso, que se assinala este sábado. 

Dizem por exemplo que a atual pensão mínima de velhice e invalidez, de 262 euros, é muito superior aos 8 euros de 1974, mas que descontando a inflação os idosos do regime geral da segurança social recebem hoje apenas mais 3 euros do que há 40 anos. A preços constantes tendo como base 2011 ganhavam 251 euros em 1974, ganhavam 253,7 euros em 2015. 

Pegue-se agora no total de pessoas que vivem sozinhas e olhe-se para a idade: 53% têm 65 ou mais anos. Na União Europeia só a Croácia e Malta têm mais idosos a viver sozinhos do que Portugal. A média europeia é de 40% e do outro lado da tabela está a Suécia, onde só são idosos 14 por cento de todos os agregados domésticos unipessoais. 

A isto some-se a taxa de emprego, que vai baixando à medida que as pessoas vão ficando mais velhas. Em 2015 era de 80% entre os 25 e os 44 anos, descia para 76% entre os 45 e os 54, e descia para 50% entre os 55 e os 64 anos. 

E ao retrato junta-se a escolaridade. Os números dizem que entre as pessoas com 65 ou mais anos mais de uma em cada quatro não completou qualquer nível de escolaridade, uma situação que ainda assim melhorou substancialmente nos últimos 10 anos.

Aceda AQUI  ao artigo na íntegra

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terça-feira, 27 de setembro de 2016


Quando algo não aconteceu como queríamos ou alguém não responde como esperamos, quando o comportamento de uma pessoa nos incomoda ou o que ela diz nos chateou, costumamos expressar aquilo que sentimos com expressões tais como, “Você chateou-me”, “Você deixou-me com raiva”, “Você deixou-me zangado…”

Se pararmos para refletir sobre isso e decidirmos aprofundar a questão, a tradução das nossas mensagens vem a ser algo como “Você é o culpado pela forma como eu me sinto”, “Você é o responsável por eu me sentir assim” ou “Você me prejudicou”, ou seja, eu estou mal por sua culpa.

Se alguém nos deixa com raiva, é porque lhe concedemos a permissão para fazê-lo, pois na realidade, quando alguém nos deixa assim, o que fica ressoando internamente na nossa mente é algo parecido com “O que você pensa sobre mim é mais importante do que o que eu penso sobre mim”. Reflita sobre isso.

Nestes casos, a responsabilidade em relação a como nós nos sentimos é dirigida aos demais, não é nossa. Dependendo dos demais, é assim que nos encontraremos.

Acontece que em vez de lidarmos nós mesmos com as nossas emoções e sentimentos, de os dirigirmos para nosso interior e assumirmos a responsabilidade pelo que sentimos, outorgamos o poder ou o consentimento a outros. Porque ninguém pode deixar- nos com raiva sem que deixemos que isso aconteça, não é ?

E é verdade que assumir todo o peso que uma raiva ou chatice carregam é algo muito complicado… ainda mais se estivermos acostumados a colocar o nosso foco nos outros. Continua a ser mais fácil culpar o companheiro, sendo ele quem deve tentar lidar com nossa raiva, em vez de nós mesmos… mas assim nunca nos conectaremos com o nosso interior.

Às vezes, isso acontece porque nos encontramos movidos pelo nosso ego, o qual, resumidamente, consiste em nos identificarmos com o que temos, o que fazemos e como os outros nos valorizam.

Uma vez que nos afastamos do ego e o deixamos de lado, começamos a tomar mais responsabilidade, tanto pelos nossos pensamentos e comportamentos quanto por nossas emoções, e ninguém pode fazer- nos mal; porque consideramos que aquilo que somos está muito além dos bens materiais, dos nossos atos ou da opinião alheia.

Por isso podemos nos ajudar pensando que quando alguém nos insulta ou faz algo que não gostamos, é como se estivesse nos oferecendo um presente. Se não aceitarmos, o presente continuará sendo da pessoa, enquanto que se o aceitarmos, o abrigaremos. No último caso, a decisão será nossa.

Assim, os insultos, as provocações ou até mesmo as ações dos outros, são como estes presentes, que nós temos a opção de aceitar ou não; por isso não podemos culpar ninguém por nossas decisões, podemos apenas nos responsabilizarmos por nossas atitudes e escolhas.

Além disso, precisamos ter em conta que o choque de expectativas que criamos em relação à realidade também pode ser a causa da nossa raiva, pois as coisas nem sempre acontecem como gostaríamos.

Não podemos controlar as circunstâncias e nem mesmo as pessoas, mas podemos controlar nossa resposta. Por isso não podemos mudar o que alguém diz sobre nós, ou o que ela faz e nos deixa com raiva, mas com certeza podemos mudar a atitude com a qual enfrentamos a vida.

A responsabilidade assusta, mas é ela que permite que sejamos donos de nossas vidas.

Reconhecer as nossas emoções e sentimentos e tornarmo-nos os responsáveis por eles dá-nos a liberdade para nos conhecermos e escolhermos a nossa atitude diante da vida.


“Reconhecer que ‘sou eu quem escolho’ e que ‘sou eu quem determina o valor que uma experiência tem para mim’ é algo que enriquece, mas que também causa medo”.
– Carl Rogers –



Texto original em espanhol de Gema Cuevas.

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quinta-feira, 17 de março de 2016


"Encontram-se abertas as candidaturas à 12ª edição do Prémio Eduardo Lourenço, galardão instituído pelo Centro de Estudos Ibéricos destinado a premiar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas.

O Prémio, no montante de 7.500,00€ (sete mil e quinhentos euros), será atribuído por um júri constituído pelos membros da Direção do Centro de Estudos Ibéricos (Reitor da Universidade de Coimbra, Reitor da Universidade de Salamanca e Presidente da Câmara Municipal da Guarda) e por mais oito personalidades sendo, no presente ano, presidido pelo Reitor da Universidade de Salamanca.

Personalidades de relevo de Portugal e Espanha já foram galardoadas nas anteriores edições: Maria Helena da Rocha Pereira, Professora Catedrática de Cultura Greco-Latina (2004), Agustín Remesal, Jornalista (2006), Maria João Pires, Pianista (2007), Ángel Campos Pámpano, Poeta (2008), Jorge Figueiredo Dias, Professor Catedrático de Direito Penal (2009) e César António Molina, Escritor (2010), Mia Couto, Escritor (2011), José María Martín Patino, Teólogo (2012) e Jerónimo Pizarro, Professor e Investigador (2013), Antonio Sáez Delgado Professor e Investigador (2014) e Agustina Bessa Luís, Escritora (2015)

Qualquer instituição ou pessoa pode enviar propostas decandidatura até 11 de abril de 2016 para o Centro de Estudos Ibéricos."


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O Óprima! é um encontro anual surgido em 2012 na tentativa de aproximar o Teatro do Oprimido ao Ativismo local e global. Tem a organização e dinamização conjunta de grupos e associações ligadas ao ativismo que pretendem utilizar esta metodologia no quadro das lutas sociais em que estão envolvidos.

A primeira edição foi em Lisboa, a segunda, em 2013, em Braga, em 2014, na Arrentela e, no último ano, no Porto. Este ano, o Óprima! decorre em Lisboa, n’O Casalense Futebol Clube, Casal Ventoso, de 18 a 23 de março.

Mantendo o mesmo espírito e os mesmos objetivos das edições anteriores, este ano teremos várias oficinas a decorrer em simultâneo, que servirão de espaço de discussão e intervenção sobre Teatro do Oprimido, política, resistência, estética e dramaturgia. Na dinamização das oficinas contamos com a presença de Alexandra Rodrigues, Amarílis Felizes, Barbara Esmenia, Inês Barbosa, Joana Cruz, José Soeiro e o Coletivo de Autodefesa Transfeminista.

O encontro mantém também uma componente forte de debate a situação política em que vivemos e as respostas que podemos construir em conjunto.

Saiba mais aqui
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domingo, 11 de outubro de 2015




1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, presa a temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam que sejam aceites. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja quem pede leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia do diferimento. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregue imediatamente. Logo, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão de fatores de sugestão, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.

6. Utilizar o aspeto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspeto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeia entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a auto culpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de revoltar-se contra o sistema económico, o indivíduo se auto desvaloriza e se culpabiliza, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de agir. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspeto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.


Fonte: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2015/07/03/chomsky-as-10-estrategias-de-manipulacao-mediatica/


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terça-feira, 6 de outubro de 2015



Hoje, à distância, percebo o bater de portas e também percebo as intenções dos meus pais. Eles queriam que eu soubesse que mesmo que aquela decisão não me interessasse era a melhor para mim. Eu, do meu lado, sentia que não era tida nem achada na equação e por isso ficava revoltada e batia com as portas (e os pés!).

Talvez a melhor forma de me fazer escutar e conseguir descodificar um qualquer adolescente passará pelo uso da empatia — que é a capacidade que eu tenho de me colocar no seu lugar. Por isso mesmo, não posso iludir-me e pensar que ele vai ser capaz de pensar da mesma forma que eu só porque irei fazer prova de empatia e paciência. Isso vai ajudar, sem dúvida, mas os milagres parecem acontecer apenas em Fátima.

Empatia e paciência pressupõem também respeito pelo jovem e impõe que tudo o que seja um discurso humilhante e com foco no sentimento de culpa sejam retirados da equação. Os adolescentes podem ser totós em muitas coisas mas no que diz respeito ao respeito… têm altas expectativas!

O que fazer, então?

1. Envolver o jovem na tomada de decisões 
E ensiná-lo a respeitar o acordo. Como? “Então não tínhamos um acordo? Tínhamos decidido em conjunto que podes jogar com o tablet ao fim de semana. Hoje é quinta-feira. O que aconteceu?”

2. Pica-se o ponto ao jantar 
A hora do jantar é aquela que não é negociável – e deve acontecer com a máxima regularidade. Sem gadgets ou televisão. Só família, música boa e partilha! Tem filhos pequenos? Comece já com este ritual!

3. Envie-lhes uma SMS para virem jantar 
Vamos usar a tecnologia a nosso favor, q.b. Aposto que vão chegar a horas à cozinha para ajudarem a pôr a mesa

4. Plante os afetos 
Com beijinhos, moches ao pai, dançando, massajando a cabeça ou com abraços bons! Sabe que um abraço para ser bom tem de durar pelo menos 6 segundos para que o seu efeito chegue ao cérebro? Então abrace!

5. Os castigos e as palmadas vão funcionar cada vez menos 
E apenas vão criar a revolta tão típica nesta idade. Prefira responsabilizá-los pelas suas decisões (o castigo não tem diretamente a ver com a situação mas a responsabilização já tem).

6. Ganhe cooperação 
Queira filhos que cooperam em vez de obedecerem. E nós só cooperamos quando nos sentimos próximos uns dos outros.

7. Vínculo 
Invista na sua relação com os seus filhos — o vínculo é a qualidade da relação que criamos com eles e eles connosco.

8. Escute mais 
“Claro que escuto os meus filhos! Ainda ontem ela fez uma asneira e eu estive a explicar-lhe com toda a calma o que é suposto acontecer e ela prometeu que nunca mais ia repetir. E sabe o que aconteceu? Hoje de manhã fez igual.” Se esta é uma situação comum na sua vida, releia a frase e responda a esta questão: quem é que escutou quem?

9. Façam programas juntos 
Não os leve apenas à natação ou à explicação. Vá andar de bicicleta com eles, programe uma festa surpresa para o pai e uma ida a um concerto ou a uma festa popular. É impressionante que depois de umas saídas deste género, eles passam a escutar mais e melhor. Experimente!

10. Humor 
O sentido de humor é determinante para que os nossos filhos se sintam mais ouvidos e para que queiram estar por perto — logo, que desejem ouvir.

11. Reclame menos 
Há muito pouca paciência para estar próximo daqueles pais (e pessoas) que estão sempre a reclamar. E temos alturas em que abusamos! “Sim, meu amor, a tua cama está bem feita mas este édredon bem que podia ter ficado mais esticado.” Corrigir é importante, claro que é, mas há alturas em que podíamos falar menos, sorrir mais com os olhos e ficarmos satisfeitos com algo que eles fizeram para (também) nos agradar.

12. Empatia 
Comecei pela empatia e deixei-a para o fim. É a capacidade que temos de nos colocarmos no lugar dos outros. Eu entendo que o meu filho possa não aceitar esta decisão que tomei. E também lhe posso dizer que sei que ele a sente como injusta e que não é porque ele está chateado comigo ou porque bateu com a porta que eu vou mudar de ideias. Depois? Depois deixe-o ficar — ele tem e precisa do seu espaço.

Autor: Magda Gomes Dias

Fonte: http://www.portoeditora.pt/paisealunos/para-os-pais/noticia/ver/?id=78283&langid=1&showcats=0





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